Criciúma (SC)
A nova diretoria do Observatório Social de Criciúma (OSC) foi eleita nesta segunda-feira (22). Durante a assembleia geral ordinária 22 membros do OS tiveram acesso às ações realizadas em 2019 e posteriormente participaram da eleição da nova diretoria. Em função da pandemia a votação ocorreu de forma online, por meio de videoconferência.
Com uma chapa inscrita a eleição foi por aclamação, ficando a presidência com Mauro Pedro Losso. “É fundamental que os Observatórios Sociais tenham credibilidade junto à população e imparcialidade em suas considerações. Tomo isso como princípio e desafio, pois desde a fundação do OSC sob o comando de Sinésio Volpato, essas premissas se mantêm”, enfatizou Losso.
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Nova Diretoria:
Presidente: Mauro Pedro Losso.
Vice-Presidentes: Carlos Antônio Ferreira, Luiz Antônio Antonini, Maria Salete Budni Milanezi, Rosemere Resmini Sartor.
Conselho Fiscal: André Santiago de Castro, Delir João Milanezi, Nelson Gaidzinski.
Suplentes: Lize Búrigo, Mafalda Rosso Izidoro, Maria Isabel Ghedin.
Losso substitui o empresário Sinésio Volpato que desde a fundação do Observatório Social de Criciúma, em 2014, esteve à frente da entidade não governamental. Volpato assumiu o cargo após convite do então presidente da Acic, Cézar Smielevski, que na época liderou o movimento de criação do OSC.
“Tenho muito a agradecer o apoio que tive de meus pares da diretoria, dos funcionários e estagiários, coordenadores de câmaras setoriais, voluntários, apoiadores financeiros e de todos os investidores”, ressaltou Volpato.
A missão do Observatório Social é de despertar na sociedade o espírito de cidadania fiscal. É uma entidade sem fins lucrativos, apartidária, com objetivo de observar e aconselhar para uma melhor gestão do dinheiro público. Dentre as ações já realizadas durante os seis anos de atuação em Criciúma, pode-se destacar:
O acompanhamento de licitações públicas quando foram observadas práticas de conluio entre os participantes para cobrança de preços acima do mercado. Graças ao alerta do OSC o prefeito Clésio Salvaro, como medida de controle, baixou Decreto obrigando a publicar todas licitações no Diário Oficial do município, possibilitando maior quantidade de concorrentes.
A Análise trimestral do relatório financeiro da Prefeitura e Câmara de Vereadores que culminou na redução de despesas na folha de pagamento do Legislativo. Também sobre a quantidade excessiva de funcionários públicos afastados na Educação e Saúde, mantendo o município mais vigilante nessa questão.
O OSC tem observado ainda o consumo e distribuição de medicamentos, gastos com merenda escolar e estrutura física das escolas quando foram identificadas obras em bom estado, mal-acabadas ou em estado crítico.
Em 2019 foram 28 visitas em 19 obras, como canal auxiliar, UPA, escolas, parques. Relatórios foram entregues para a Administração Municipal e Legislativo. Uma ação no Ministério Público passou a exigir maior atenção dos engenheiros responsáveis. O aviso do OSC também provocou a determinação da Secretaria de Infraestrutura para obrigatoriedade da presença desses responsáveis durante as visitas do OSC. “Achamos que vai dar mais dinâmica nos assuntos e evitar mais um relatório engavetado”, comemorou Volpato.
A ação efetiva do OSC movimenta e promove conquistas importantes para Criciúma. Como a identificação de irregularidades no contrato da Casan, fato que resultou em denúncia ao Ministério Público que abriu inquérito público contra os valores pagos à prestadora de serviços.
Outra contribuição importante foi a observação de salários e aposentadorias do CriciumaPrev. Há um grande desiquilíbrio das contas e conforme indicação do OSC compromete as reservas financeiras e a manutenção do sistema.
“Nesse período de seis anos conseguimos fazer do Observatório uma entidade respeitada tanto pelos órgãos observados como pela sociedade geral”, afirmou Volpato.
Atualmente o Observatório Social de Criciúma conta com ajuda de 30 voluntários que se dividem em seis câmaras setoriais: gestão, jurídica, educação, saúde, infraestrutura e comunicação.
Com informações de Lucas Jorge/Comunicação Observatório Social de Criciúma.
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